terça-feira, 15 de abril de 2008

«, sabe vovê aonde vou buscar o mais benéfico consolo, o analgésico mais seguro contra essas crises que me assaltam de vez em quando, de repente, no meio duma frase, dum riso, crises que me fazem lembrar um cobarde assalto, pelas costas, numa praça, iluminada e cheia de gente?
- Às palavras dum doido.
E, mãos no regaço, vi-a pela primeira vez imóvel, esquecida de mim e de tudo.»

O Resto é Perfume, Florbela Espanca

1 comentário:

mar disse...

Este pedacinho de prosa de Florbela é tão mágico e envolvente como o mar de poesia que ela nos deixou.
Uma Senhora cheia de tudo, por sinal, das mais belas senhoras que a recordação em letras nos deixou.

Amei*

Beijo em si*